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Caí no golpe do Pix. O que fazer nas primeiras horas?

Agir rápido aumenta a chance de recuperar o dinheiro. Veja o passo a passo depois de um golpe ou de uma transferência fraudulenta por Pix.

Dr. Fernando Augusto Ramos · OAB/ES 23.614 2 min de leitura

Falso parente pedindo dinheiro, falsa central do banco, venda pela internet que nunca chega, invasão do celular. Os golpes envolvendo Pix mudam de roupagem, mas o que fazer depois segue um roteiro. E o tempo conta muito.

1. Avise o seu banco imediatamente

Use apenas os canais oficiais: aplicativo, telefone que está no verso do cartão ou agência. Informe que foi vítima de fraude e peça a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central para tentar bloquear e devolver valores enviados por Pix em casos de golpe. Anote o número do protocolo.

2. Registre o boletim de ocorrência

Muitos estados permitem o registro pela delegacia on-line. Informe dados da transferência, chave Pix do destinatário, nome que apareceu no comprovante e como o golpe aconteceu.

3. Guarde as provas

  • Comprovantes das transferências;
  • Prints de conversas, perfis, anúncios e números de telefone;
  • Protocolos de atendimento do banco e o boletim de ocorrência.

4. Proteja suas contas

Troque senhas, desconecte aparelhos desconhecidos do aplicativo do banco e, se houve invasão do celular ou do WhatsApp, avise seus contatos.

O banco pode ser responsabilizado?

Depende das circunstâncias. Pela Súmula 479 do STJ, os bancos respondem pelos danos causados por fraudes praticadas por terceiros dentro das operações bancárias, quando relacionadas à própria atividade do banco. Na prática, a Justiça analisa, por exemplo:

  • se houve transações fora do perfil do cliente que o banco deveria ter barrado;
  • se a conta que recebeu o dinheiro foi aberta com documentos falsos ou já tinha sinais de fraude;
  • se o banco demorou ou se recusou a acionar o MED ou a bloquear os valores;
  • como o próprio cliente agiu, já que a culpa exclusiva da vítima pode afastar a responsabilidade.

Com os protocolos e as provas em mãos, um advogado consegue avaliar se há fundamento para pedir a devolução judicialmente.

Conteúdo informativo, que não substitui a análise individual do caso. Cada situação tem detalhes próprios.

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